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Peixes Beta
29/03/09 - por Júlio Cesar (Cantinho dos Bichos)

O BETTA SPLENDENS (peixe-de-briga ou simplesmente betta) tem sua origem em regiões pantanosas de países orientais como Tailândia, China, Malásia e Indonésia. Sua domesticação teve início quando eram coletados e selecionados para rinhas já nos anos finais do século XIX, e mais tarde, e até hoje, selecionados e criados para ornamentação por se tratar de um peixe de extrema beleza e variedade de cores e formatos, principalmente de suas exuberantes nadadeiras.

É importante frisar que toda essa beleza do peixe-betta é exclusiva dos machos, assim como também sua extrema agressividade para com seus pares dois machos que forem colocados em um mesmo aquário irão brigar instintivamente até a provável morte de um ou até dos dois exemplares. As fêmeas, além de não possuírem tais encantos, pois possuem nadadeiras menores e muito menos cor, não são agressivas entre si e podem, sim, habitar aquários comunitários sem muitos problemas. Machos e fêmeas da espécie também não podem conviver juntos. Já existem, com sucesso, inúmeros casos de um ou mais bettas machos habitando aquários comunitários, em situações bem estudadas.

Uma das características que chamam mais atenção no betta (também presente em outras espécies como o tricogaster, o peixe-do-paraíso e a colisa, entre outros), é a presença de um órgão chamado labirinto, localizado em sua cabeça, atrás dos opérculos, através do qual nosso amigo se utiliza de ar para a respiração, em complemento e até mesmo em substituição definitiva a respiração tradicional feita através dos opérculos, com água. É por isso que, constantemente nosso amigo vai á superfície e puxa, com a boca, uma porção de ar. É essa característica, junto com sua origem de habitats de pequenos charcos, que lhe permite viver em pequenos aquários sem aeração, sem problemas.

Para instalarmos com conforto nossos bettas machos, devemos utilizar aquários de pelo menos dois litros, termos algumas pedras sem arestas, arredondadas e neutras para não alterarem rápido o pH da água, e de preferência algumas plantas naturais. As pequenas beteiras quadradinhas que vemos usualmente em lojas são justificáveis para sua exposição para venda, pois assim um maior número de exemplares pode ser oferecido e comparado no momento da escolha.

Em casa, no entanto, devemos dar mais espaço ao nosso novo mascote, dando assim melhor condição de boa saúde e bem estar. Podemos colocar várias fêmeas em um só aquário, embora algumas vezes algumas se tornem um pouco agressivas investindo contra as outras. Nesse caso deverá ocorrer a separação temporária. Nossos pequenos aquários devem ficar em um ambiente arejado, claro e seguro e devemos seguir algumas regras e ter alguns cuidados na sua manutenção.

Podemos fazer uma troca parcial da água com uma freqüência que varia de sete a quinze dias, dependendo do tamanho do aquário. Quanto maior o mesmo, menor a freqüência da troca. Nunca, a não ser em casos de contaminação da água, devemos trocá-la toda. Sifonamos com uma mangueirinha os detritos do fundo retirando no máximo metade da água, sem retirar o peixe, com o mínimo de movimentos bruscos possíveis, repondo com água previamente condicionada, vagarosamente. Devemos lembrar que faz parte desse condicionamento deixarmos a água descansar próxima ao local do aquário em recipiente limpo, para que a temperatura alcance a mesma da restante do aquário, evitando assim um choque térmico. Se possível, devemos verificar o pH, que para o betta deve ser neutro ou no máximo, ligeiramente alcalino. Testes e condicionadores de fabricantes sérios podem ajudar.

No caso da necessidade de uma limpeza mais profunda em que precisarmos retirar o betta do aquário, devemos colocá-lo cuidadosamente, com o auxílio de uma redinha própria, em outro recipiente com um pouco da água original. Depois de lavarmos o aquário e as pedras somente com água corrente e o auxílio de uma esponja exclusiva para essa finalidade, vamos colocar água e condicioná-la, se preciso com anti-cloro (existem condicionadores no mercado que além de retirar o cloro, eliminam também metais pesados e protegem a pele do betta) e misturar um pouco da água original, para só depois então recolocar o betta.

Em caso de termos dois ou mais exemplares machos em nossa casa, devemos encostar seus aquários, de forma que se vejam, para que possam exercitar sua musculatura, suas nadadeiras e seus instintos brigadores. Isso pode ser feito de uma a três vezes por dia por cerca de dez minutos, quando então devemos deixá-los descansar. Quando não tivermos mais que um, podemos simular o outro com um pequeno espelho encostado ao vidro do aquário. Esse exercício é importante para o desenvolvimento e a saúde do betta, não sendo uma maldade, pois não haverá a briga de fato, quando ocorrem as lesões.

A alimentação do betta, quando possível, deve ser feita se utilizando de alimentos vivos, vendidos em lojas, como artêmia-salina ou enquitréias. Podemos dar também larvas de mosquito ou pequenas minhocas. A dificuldade natural de termos sempre á disposição tais elementos, nos fazem sugerir que sejam utilizados alimentos secos industrializados de boa qualidade e apropriados para o betta. Não com pouca freqüência, bettas recusam rações floculadas e acabam comendo as bolinhas com mais facilidade. Fabricantes sérios produzem tais rações, e assim não podemos dizer que são más opções. No entanto, tais bolinhas devem ser previamente amolecidas, sendo mais bem digeridas pelos bettas quando oferecidas dessa forma. A melhor freqüência para disponibilizarmos o alimento ao nosso betta é de várias vezes ao dia em pequenas porções, observando eventuais sobras que devem ser retiradas imediatamente sob pena de apodrecer e baixar a qualidade da água. Podemos utilizar, então, como base, o alimento industrializado, oferecendo algumas vezes por semana, uma das opções naturais. Raspas de coração bovino também podem participar do cardápio. Um dia ou outro em que não estivermos presentes, poderão passar sem alimentação sem maiores problemas para o nosso amigo.

Se repararmos na superfície do aquário uma espécie de espuma, como várias bolhinhas de ar agrupadas, não devemos nos assustar, pois se trata do ninho que o macho produz para a colocação dos ovos quando do acasalamento. Ele o faz muitas vezes mesmo sem a proximidade de uma fêmea, por puro instinto, e significa certamente que nosso betta apresenta boa saúde. Não há problema em destruí-lo na necessidade da limpeza do aquário.

Algo muito interessante é reproduzir o betta, mas por se tratar de um assunto bem longo, falaremos dele em outra oportunidade dentro desse site.


Até lá!


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